A minha casa no pântano é linda e dela vejo as flores e a cachoeira…
21 21UTC dezembro 21UTC 2008
A fera e eu
Eu estava parado no transito, quando parou do meu lado, um carro igual ao meu, no volante estava uma garota linda de cabelos curtos, olhei aqueles olhos grandes e atraentes e falei:
- Hei! Nós temos alguma coisa em comum, o carro.
Caminhei mais um pouco e parei. Ela parou do meu lado. Ela era atrevida e fazia sinais, mostrando que queria falar comigo. Continuei dirigindo e ela me seguindo e piscando os faróis, eu não parei e continuei.
Quando parei em um farol, percebi que ela bateu na traseira do meu carro. Então resolvi parar. Saà do carro e falei
Você amassou o meu carro. Ela respondeu:
- Eu queria conversar, você não pára.
Ela saiu do carro e reparei, como ela era linda, com um estilo de fera, muita bem trajada, com um vestido solto e muitas bijuterias. Eu fiquei indeciso, não sabia se brigava ou se beijava, de tão atraente que ela era.
Estacionamos em um posto de gasolina. Sentamos em uma mesa e pedimos refrigerantes, começamos a conversar e ela perguntou:
- O que você vai fazer agora?
- No momento nada.
- Está um sol quente, ainda são nove horas da manhã. Vamos para praia? Eu tenho um apartamento na praia, a tarde voltamos. Vamos com o seu carro.
Olhei aquela fera e topei na hora.
Abasteci o meu carro ali mesmo, deixamos o carro dela em um estacionamento em Sto Amaro e fomos.
Na estrada ela tirava o cinto de segurança e me agarrava e beijava, ela queria liberdade para amar e viver. Eu falava a todo o momento:
- Coloca o cinto, se eu for multado aqui na imigrantes, como vou explicar e ela respondeu:
- Agora você sabe, porque eu quis que você viesse com o seu carro.
Ela fazia uma cara de safada, soltava um sorriso tão gostoso, sua boca me atraia e dava vontade de morder.
Chegamos na praia, comprei uma bermuda, e fomos para o apartamento, pois ela tinha roupas lá. Ela trocou de roupas na minha frente, queria que eu visse a sua beleza.
Ela vestiu um short amarelo bem pequeno, que a deixou muito gostosa e atraente, depois saÃmos para curtir a praia, onde corremos, brincamos, caÃmos e rolamos na areia. Acabamos sentamos em um quiosque, onde tomamos água de coco, sentados na brisa e apreciando a beleza do mar. O vento refrescante aliviava a alma e dava prazer ao corpo. Ficamos ali um bom tempo, depois fomos para o apartamento, onde ficamos à vontade.
Já são cinco horas, vamos tomar banho e ir embora. Ajeitamos tudo e partimos de volta para São Paulo, muito mais Ãntimos, depois daquele dia de aventura.
Agora estou aqui, olhando o carro amassado e com dó de arrumar, pois é a marca e a lembrança que ela me deixou, para recordar a sua companhia e a sua presença.
Zip…Zip…Zip…ZzipperR
12 12UTC dezembro 12UTC 2008
A Deusa do vento
Ela chega devagar e soprando uma brisa gelada, a gente sente na alma e fica arrepiado, aquele friozinho sobe pelas costas, até a nuca. Sopra no ouvido, como se quisesse dizer alguma coisa, lá no fundo, bem fundo, tão profundo que paramos para escutar, mesmo se ela estiver apenas soprando.
Naquele dia em que eu subi na grande pedra, o sol estava forte, não ventava e o calor estava insuportável, parei e olhei o céu. As nuvens estavam formando e mudando o cenário. Do alto daquela pedra, eu avistei um vento forte se aproximando, eu via ao longe a mata baixando com a força do vento, se deliciando com o seu carinho, com movimentos de felicidade.
Quando ela chegou na grande pedra e me viu, se apaixonou e não conseguiu mais, sair do meu lado. Eu via e sentia ela girando sobre mim, já não ventava tão feroz mais, ela soprava um vento suave e gostoso. Eu não sentia mais tanto calor, sentia aquele vento carinhoso e refrescante que dominava e tomava conta do meu corpo, aliviando o calor e tranqüilizando a alma.
A partir daquele momento, percebi que não estava mais só, então olhei atentamente, para ver se conseguia vê-la. Ela estava ali, do meu lado olhando a planÃcie também. Eu fiquei olhando para ela e quando ela falava alguma coisa para mim, eu não escutava, mas sentia o vento soprar em meu rosto.
Ela era linda, mas sua imagem não era nÃtida, era uma imagem turbulenta, em constante movimento, como se estivesse em um túnel de vento fazendo ondas nos seus cabelos. Fiquei encantado com a sua beleza e sorri, ela sorriu também e do seu sorriso saiu uma brisa refrescante, que atingiu o meu coração.
Resolvi brincar e saà correndo da pedra, Pulei e corri, ela correu atrás e na medida que eu corria, ela vinha fazendo festa atrás, levantando poeira, levantando folhas e soprando um vento forte em mim. Corremos, corremos muito, no meio das árvores, no meio do campo. Às vezes, ela me ultrapassava e ficava girando, fazendo um roda moinho como uma bailarina dançando, para chamar a minha atenção.
Nosso namoro era lindo, eu ia correndo e ela me beijando com aquele beijo gelado de vento, eu sentia o carinho daquele vento na boca e no rosto, eu corria e ela me abraçava com seu abraço de vento gostoso e refrescante, tão bom que eu sentia na alma.
Um dia, aconteceu uma coisa inexplicável, quando eu corri para a grande pedra, escorreguei e caà de uma altura muito grande, não tive como me defender e fiquei ali no meio da mata jogado. Ela chegou com todo o seu amor e me viu ali caÃdo, imóvel e sem vida. Seu coração ficou desesperado. Ela deu um grito de dor e saiu arrastando tudo, com uma força imensa, tão forte que arrancava árvores, arrastava casas e destruÃa tudo que encontrava pela frente. Ela chorava e aquele vento e aquela chuva inundava tudo.
Naquele momento, eu cheguei e acalmei a sua dor, ela me viu e ficou feliz, acalmou e agora sopra suave, um vento bem gostoso, o vento do amor. Agora eu vivo com ela, como vento soprando e brincando no meio das árvores.
Zip…Zip…Zip…ZzipperR.

criado por zzipperr
9:02 — Arquivado em: 
